19/06/2020 às 09h37min - Atualizada em 19/06/2020 às 09h37min

Empresa é multada pela segunda vez por transportar passageiros em pé em Jundiaí

Fiscais da Artesp estavam na marginal do Rio Jundiaí, em Várzea Paulista (SP), e pediram para passageiros descerem e esperarem outro ônibus para seguirem viagem.

G1
A empresa Rápido Campinas foi multada pela segunda vez por transportar passageiros em pé, durante fiscalização da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) em Várzea Paulista (SP).

O ônibus foi parado na marginal do Rio Jundiaí, na terça-feira (16). Todos os passageiros foram obrigados a descer do transporte para esperar outro veículo e seguir com o trajeto.

Segundo a Artesp, esta foi a segunda vez que a empresa foi multada pelo mesmo motivo. Ainda de acordo com a agência, a empresa de transportes intermunicipais "estava ciente que deveria aumentar a quantidade de veículos para poder atender à demanda de passageiros".

A fim de evitar a propagação do coronavírus através das aglomerações comuns dentro dos ônibus, a Artesp instituiu um Protocolo Temporário de Fiscalização do Transporte Intermunicipal de Passageiros, publicado no site da agência no dia 27 de março, dias após o início da quarentena no estado de São Paulo.

O protocolo estabelece regras para que as empresas de transporte mantenham o funcionamento de suas frotas, como o reforço dos procedimentos de limpeza e higienização dos ônibus e capacitação de funcionários para orientação de passageiros, além de disponibilizar álcool em gel e lenços para eles.

A Artesp informou ao G1 que, até quinta-feira (18), foram feitas 63 autuações, tanto por transporte de passageiros em pé, como higienização do veículo.

A Rápido Campinas disse que vai recorrer das multas aplicadas pela Artesp por entender que muitos passageiros preferem viajar em pé, pois isso gera um distanciamento maior, mesmo com lotação reduzida na maioria dos horários e bancos ficando vazios nos ônibus.

Além disso, a empresa ressalta que mantém nas ruas 64% da frota que operavam antes da pandemia e acaba atendendo apenas 38,4% dos usuários, o que gera um custo menor do que a receita.
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