06/07/2020 às 15h19min - Atualizada em 06/07/2020 às 15h19min

Kit anti-covid é a bola da vez no enfrentamento da pandemia.

Para médico Jundiaiense a medida já pode ser adotada e deve reduzir mortes e agravamentos da doença

Claudio Miranda é Cardiologista e Médico do Trabalho
A aplicação de um novo protocolo para pacientes recém-diagnosticados com o Covid-19 já é uma realidade no país. Esse protocolo prevê a utilização de um coquetel capaz de reduzir a carga viral nas pessoas. Esse processo foi bem recebido em cidades como Belém do Pará e Porto Feliz (SP) onde o número de internações nas UTI’s apresentou queda significativa. Em Jundiaí vários médicos já sinalizam para a implantação desse procedimento. Entre eles está o cardiologista Cláudio Miranda.
O coquetel de largo conhecimento da medicina mundial foi aplicado em 4,5 mil pacientes em Porto Feliz que tiveram contato com casos positivos do Covid-19 e nenhum deles desenvolveu a doença. Já os pacientes diagnosticados com a doença tiveram sua carga viral reduzida em mais de 90%. Em Belém, o uso do coquetel por uma operadora de saúde em seus clientes reduziu o número de internações e consequentemente a taxa de mortalidade pelo vírus também apresentou queda e liberou mais leitos para a rede SUS (Sistema Único de Saúde).
“Sabemos que os resultados ainda não são os oficiais, mas já existe uma luz para podermos combater essa doença”, ressalta Miranda. Para ele o grande problema do Coronavírus não está apenas na subnotificação dos casos e sim na falta de padronização do atendimento.
Nesta semana Claudio Miranda visitará Porto Feliz para conhecer como o procedimento foi implantado e confirmar as estatísticas e resultados apresentados até o momento. Na última semana médicos de todo o país discutiram a eficácia do protocolo em uma ‘live’ do jornalista Alexandre Garcia.
Miranda ressalta a importância do trabalho realizado pela Unidade da Promoção de Saúde de Jundiaí. “Acredito nas medidas tomadas até o momento. Elas foram importantes para segurar o avanço da doença na cidade”, afirma. “Creio que se esse estudo for feito aqui poderá evitar um colapso no sistema de saúde e poupar mais vidas”, conclui Cláudio Miranda.
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